Wednesday, February 20, 2008

O tempo cura tudo.. sera'?

Pois a verdade e’ que os primeiros dias apos uma tristeza incalculavel nos invadir (seja ela relacionada com o que for...), apos acharmos que a nossa vida nunca mais sera’ a mesma (que na verdade nunca mais sera’), comecamos a ver o mundo de uma forma diferente.

Como alguem me disse, o ceu continua azul, o mundo continua a girar e nos continuamos a ser quem eramos embora com mais uma cicatriz.

Eu nao sei se sou so’ eu, ou se toda a gente e’ assim e eu penso que sou diferente. Eu tive uma desilusao muito grande. Um namoro de 8 anos que termina. Mas o que e’ mais importante que o namoro de 8 anos terminado e’ ver o sonho de crianca a terminar: “Conhecer o principe encantado e ser “feliz” para o resto dos dias de vida terrenos”.
Isto e’ que me chateia. Porque que enchem as criancas com sonhos e fantasias se estes nao correspondem nem de longe ‘a dura realidade? Eu nao digo destruir toda a magia que existe em contos e historias, mas acho que seria importante trazer um pouco de realidade ao mundo das criancas. E’ necessario adaptar as pessoas ‘a realidade. Acima eu pus “feliz” entre aspas e nao foi por acaso. Se repararmos bem em todos os contos que conhecemos em criancas termina com casaram e viveram felizes para sempre. Neste momento isto so’ me faz rir. Entao a cinderela viveu com o principe feliz para todo o sempre e o principe nao andava com as empregadas ou nao tinha casas fora do palacio onde mantinha as amantes? E a cinderela nao era de facto anorectica e/ou bulimica? E nao estaria a cinderela completamente insatisfeita com a vida da corte porque nao podia ter os animais dentro de casa sendo estes os seus melhores amigos? Entao e as irmas? Que lhes aconteceu? Ficaram inimigas para todo o sempre? Grandes valores de familia!!...

Bem acho que ja’ esclareci onde queria chegar. A realidade e’ bem diferente do mundo imaginario dos contos e ainda assim eu acreditei que fosse possivel e tenho a certeza q a grande maioria das pessoas que entra numa relacao tem esta ideia que e’ para todo o sempre. Caso contrario nunca dariam “o passo seguinte” na relacao. Bem sei que a maior parte das pessoas que ler isto pensa, oh... tu estas mas e’ magoada e e’ natural que penses assim. Ate’ podem ter razao, mas neste momento eu penso assim e nao estou aqui a escrever uma coisa vinda da alma. Estou a escrever racionalmente, senao vejamos: Quantos casais conhecem que tenham vivido “felizes” ate’ ao fim da vida? Quantos conhecem que estao juntos porque sim? porque estao velhos demais para mudar? que nao tem carinho um para com o outro? Porque tem filhos em conjunto? Agora quantos conhecem que de facto se veja que ha amor e respeito na relacao? E’ que a especie humana ‘e muito curiosa. O respeito pelas pessoas perde-se quanto mais proximas elas nos sao. Quantas vezes dizemos coisas ‘as pessoas que nos sao mais proximas que nunca diriamos a uma pessoa que nao nos diz nada? Mas porque que somos assim? Porque que a proximidade nos faz tao mal?
Irei eu tentar outra vez? Provavelmente... mas a questao e’ q e’ tudo por aqueles momentos fugidios de felicidade. Tudo por aquela sensacao de amar e ser amado. Tudo muito bonito, mas chegamos a um ponto e tenho a certeza q em todas as relacoes isso acontece. Chegamos a um ponto em que nos perguntamos... sera’ que e’ mesmo isto que eu quero? E ai entra o facto de termos paciencia (ou sera medo da mudanca?) para fazer com que tudo corra bem (talvez porque ja experenciamos que podemos sentir felicidade com essa pessoa? Ou sera’ medo de nao encontrar tal felicidade com outrem?).

Ficam as perguntas para quem quiser responder e talvez dar-me uma prespectiva mais positiva da condicao falivel humana

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